JANEIRO


suas mãos se encaixavam tão perfeitamente nas minhas que, quando elas se soltaram eu não conseguia aceitar o fato de que elas não foram feitas uma para a outra.
porque eu amava o teu sorriso
eu amava como os seus olhos se fechavam quando você sorria para mim
eu amava como os seus cabelos se entrelaçavam nos meus dedos.
adorava seu perfume, e você nem passava.

lá no fundo eu sabia que não teria final feliz para nós.
e eu só estava esperando pelo dia em que você me chamaria de amiga.

janeiro 
faz um ano que nos conhecemos
ou fingimos que sabemos quem um dia fomos.
seis meses em que não estamos mais juntos. faz algum tempo que você já achou outra pessoa.
"já". não sei porque estou tão surpresa se no fundo eu sempre soube que não me amava. eu sei que o problema não é meu e que eu te amei como nunca quis amar alguém mas foi difícil quando você me mostrou que só estava comigo enquanto eu ainda tinha algo para oferecer. e quando o meu amor estava transbordando por você: fácil, você disse.
e eu sempre soube que você gostava de aventura, de conquistar, pegar o troféu e ir embora. e você achou que eu era como no seu jogo de futebol ou na sua disputa com os amigos pra ver quem vai no banco da frente, quem paga a conta do bar e quem conquista aquela garota.
você conquistou a garota pegou o troféu e foi embora.

hoje consigo distinguir a diferença entre eu e um troféu. depois de muito tempo me comparando com ele, e com a outra garota.
vilde falou em skam que quando um garoto não gosta de você, o problema não é você é ele. eu senti como se ela estivesse sendo irônica, e que era um total drama envolta de duas pessoas. mas, vilde, você, assim como eu, nunca foi o problema.


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