ACEITAR E SEGUIR EM FRENTE



estamos em dezembro e as lembranças sobre nós se aglomeram em mim com uma intensidade maior nessa época do ano.

você perguntou se eu sentia sua falta, e eu quase respondi que sim mas você não merecia saber. sinto falta de quando nós nem éramos nós e de quando não sabíamos que, sem começar, íamos acabar. sinto falta do teu cheiro, dos teus beijos, e do teu sorriso. da tua voz cansada na ligação depois de um dia exaustivo. não lembro mais como é o frio na barriga quando você se aproximava, só o aperto no coração quando você agora passa. sinto falta das músicas que te enviava, dos textos que salvava, e dos livros que marcava só por me lembrarem você. lembro quando me chamava de amor e meu coração quase parava. lembro dos eu te amo raros que a gente trocava, mas que cada vez que falávamos, sentíamos que eram únicos e infinito. lembro quando eu ficava brava por você não tomar remédio, e depois muito aliviada por você dizer que já estava tudo bem. eu sinto falta de ser parte da sua rotina, parte de seus pensamentos, parte de você.

quando o relacionamento foi desgastando e o fim foi chegando eu fiz de tudo para mudar. eu não queria cair na real e ver que não éramos feitos um para o outro. foi doloroso quando esse dia chegou e eu tive que soltar sua mão. meu peito pesa de saudades e toda vez que você manda mensagem eu penso em voltar atrás. mas não. eu me firmo e trato a situação como se fosse fácil e normal. talvez tenha sido difícil pra você também. tudo bem eu te entendo. só não entendo porque você ficou parado deixando nossa relação se esvair.
depois de tantos meses eu ainda estou parada no mesmo lugar me perguntando como seguir em frente. acho que eu só não quero aceitar que algum dia precisei ter que seguir em frente.

eu sinto falta de tanta coisa, mas o que mais me dói, e o que curaria todo o resto é a saudade que tenho de ti e de tudo que vivemos ou quase vivemos.

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