estou tentando
eu te deixei ir.
eu não queria mais rodeios ou tentativas falhas de ainda sermos nós.
a gente já sabia que sofria mais do que sorria. e que o fim estava muito próximo. estávamos cegos pelo inconstante sentimento.
amor.
era tudo o que eu tinha.
ainda assim não era suficiente para você.
e eu queria muito que você aceitasse meu amor e mais algumas migalhas. porque a única coisa valiosa que eu carrego comigo é o amor quente e verdadeiro.
a sua mão se separou da minha. e eu senti o vazio que seus dedos ausentes causavam ali.
e eu quis tanto poder acordar e perceber que era só um pesadelo. e que seus braços estavam ao redor do meu corpo me esquentando. me protegendo.
mas ali.
a realidade mais uma vez gritou meu nome. gritou. gritou. até que eu consegui ouvi-lá anunciando sua partida.
do alto da janela eu conseguia ver você virando a esquina com a bagagem nas costas. seu perfume, um moletom.
meu coração.
meu toque.
meus poemas.
tu levou todos. levou o sentido que fazia os textos do poetastro. levou o sentido das músicas da anavitoria.
nós somos tão pequenos diante de um sentimento tão grande.
era impossível aguentarmos isso.
não te culpo. não me culpo.
é o acaso.
adeus, amor.
saiba que ainda te amo. mas me amo mais. ou pelo menos estou tentando.

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