a casa que se chama coração.


olhava diretamente para casa. eu tinha terminado de arruma-lá a pouco tempo atrás. cada coisinha em seu devido lugar.
essa casa já passou por poucas e boas e ninguém, nunquinha, a olhou da forma como eu a olho. todos entravam sem tirar os sapatos, ou sem sapatear no tapete de boas-vindas. eles entravam, sujavam e iam embora. como sempre. sem nem pensar duas vezes. sem nem ter um minimo de consideração pelas horas/dias/meses em que eu passava tentando arruma-lá.
idiotas.

todos diziam que eu arrumava a minha casa muito rápido. que eu não ficava exausta após a limpeza. mas o que eles não viam era que eu varria a sujeira para debaixo do tapete. escondia as sacolas atrás da porta. e que, na verdade, ela nunca está limpa. e todos os caras que visitam-na, deixam suas sujeiras impregnadas nela. e ninguém. eu. consegue limpa-la perfeitamente.

querido hospede, tire os sapatos antes de entrar, por favor.

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