talvez seja, amor









amar não é rotular
nem sempre duas pessoas que namoram, se amam.

eu tinha um cara, aquele cara. ele era o amor da minha vida.
nós nos beijavamos, transavamos e nos amavamos. quase um ciclo. beijar. transar. amar. o amor quase sempre estava em todas as nossas ações. e era algo tão bom e diferente. mas ainda não era o que eu queria.
eu queria o sossego de poder chama-lo de meu namorado. de meu. mas ele disse que não precisavamos ser como todos os outros. e o que ele não entendia é que eu queria poder dizer que nós eramos, e não que talvez ou supostamente. eu queria mostrar certeza para todos que nos vissem de mãos dadas.
ele não era meu namorado. nunca foi.

na casa dele, com a mãe dele. oi mãe essa é minha amiga.
com os amigos a mesma coisa.

se nós fomos felizes? ah, como fomos! temos tantas histórias para contar. de tanto que eu pedi para ele me dar momentos para contar aos meus futuros filhos, ele me deu. e eu dou cada risada com isso.

ele foi embora, não com raiva ou pesar. ele apenas se foi como amor e ficou como amigo.
e só agora eu consegui entender que rótulos são para coisas, objetos. e nós não precisamos de nada disso. nós fomos nós tempo o suficiente para sermos amor.
amor puro, contagioso, deslumbrante. mas amor. tudo o que eu queria era amar e ser amada com a mesma intensidade. e isso aconteceu, e foi lindo.
quando perguntarem o que ele é seu diga que ele é amigo, abrigo, companheiro. não seu namorado, nem um rótulo.

essa foi a primeira vez que eu me entreguei a seus sentimentos
talvez seja amor
talvez seja, amor




Comentários

Postagens mais visitadas