Éramos o amor que todos queriam ver.


          Estava tudo sendo maravilhosamente cômodo e fácil. As decisões tomadas, sem rodeios. Perguntas respondidas na hora. Nada que me fizesse sentir medo.



            Ele entrou na minha vida tão rápido quanto saiu. Nada novo. Nada que eu não esperasse. Ele veio com “meu amor” e se foi com um bloqueio no Facebook. Mostrou-me o sol, e apagou a luz da minha alma. Nada novo. Nada que eu não esperasse.
            A chegada dele na minha vida foi algo tão maravilhoso na hora, que eu mal podia enxergar outra coisa a não ser sua presença. Quando o via naquele bar, eu automaticamente sorria e esperava aquele seu sorriso magnifico vir em direção a mim. Seus olhos minimizavam e suas ruguinhas eram evidentes. Ah, como era linda a sensação.


            Tudo acaba, certo? Nós não precisávamos ser o para sempre deles. Nós fomos o nosso para sempre. Nós fomos amor tempo suficiente para nos apaixonarmos. Aprendemos, com tudo isso, que amar tem seus altos e baixos. Rios cheios, contudo vazios. Olhos azuis, cheios de mar. Lábios rosados, cheios de “me toque”. Você acabou com todo aquele teatro de “eu te amo”, mas por que eu não conseguia encerrar a peça?

            Éramos o amor que todos queriam ver, mas não o amor que nós queríamos ter.



                “Espero que todas as lágrimas que meu travesseiro sustentou por você, tenham sido validas para um novo amor nascer.”

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